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PARADA LGBT 2016 - QUEM DISSE QUE NÃO VALE DANÇAR HOMEM COM HOMEM E MULHER COM MULHER?


A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo aconteceu no domingo, 29/05/2016, na Avenida Paulista, centro de São Paulo. Com apresentação da Drag Queen Tchaka, o tema dessa edição foi "Lei de identidade de gênero, já! - Todas as pessoas juntas contra a Transfobia! Ao todo, 17 trios elétricos participaram do evento que trouxe  a bandeira T, em referência às mulheres transexuais, homens trans e travestis. Segundo a organização do evento, o objetivo foi fazer uma grande mobilização para a aprovação da “Lei de Identidade de Gênero”. Os organizadores estimaram um público de 2 milhões de pessoas na Parada LGBT desse ano.


"Xô preconceito! Tire a sua homofobia e a sua transfobia do meu caminho que eu quero passar com meu amor! "e foi assim com esse ímpeto que eu me juntei aos 2 milhões de pessoas lotaram a Av. Paulista no domingo, dia 29/05/2016, para participarem da 20ª edição da Parada LGBT./São Paulo que nesse ano teve como tema: “Lei de Identidade de Gênero Já! - Todas as pessoas juntas contra a transfobia”.


E lá estava eu no meio daquela multidão caminhando animada rumo a Rua da Consolação. Confesso, porém, sem saber ao certo quais desafios eu teria que enfrentar pela frente afinal era a minha primeira Parada LGBT e as informações que eu tinha sobre esse megaevento eram desestimulantes e para mim que sou cadeirante, sem dúvida, o "atropelo" de gente era a que mais deixava preocupada.





Só que ao contrário do que eu temia, o respeito imperou e toda a minha insegurança foi se dissipando a cada pedido de desculpa carinhoso que eu recebia daqueles que esbaravam na minha cadeira de rodas, a cada olhar encorajador, a cada beijo no rosto, a cada palavra amiga e de incentivo que eu recebia daquelas pessoas que pareciam entender o quanto era importante para mim completar todo aquele percurso.

E sem que eu percebesse, lá estava eu também segurando um criativo panfleto escrito "AMAR SEM TEMER!", que traduzia tanto um manifesto político contra a suspensão do decreto presidencial que autorizava o uso do nome social de travestis e transexuais na administração pública federal, bem como essas três palavras, reivindicavam o simples direito de amar e amar... 

Meu sonho de participar de uma Parada LGBT tornou-se realidade naquele domingo. Lá, só confirmei que o amor é mesmo imensidão e que assim sendo, vale sim dançar homem com homem e mulher com mulher.

A Parada LGBT e toda aquela galera animada e militante me fez acreditar, ou melhor, ter a certeza, a tempestade do preconceito um dia vai acabar e quando isso acontecer, novos tempos virão e neles ao abrir a janela vai tá lá o sol e também um lindo e alegre arco-iris encantando a bonança.


TE ESPERO NA PARADA LGBT 2017

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NOTA: HOMOFOBIA MATA
No domingo, 12/06/2016, ataque em boate gay, em Orlando, nos EUA, deixou 50 mortos e 53 feridos. Foi o pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos. O atirador, cidadão norte-americano, filho de pais afegãos, identificado como Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, foi morto pela polícia. O agente do FBI Ronald Hopper disse em coletiva de imprensa ter recebido informações de que, antes do ataque, Mateen ligou para o número de emergência 911 e disse ser leal ao Estado Islâmico. Mas, em entrevista ao canal de TV "NBC", o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e citou comportamentos homofóbicos. "Isto não tem nada a ver com a religião", disse Seddique Mateen, acrescentando que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens se beijando durante uma viagem a Miami.

Em meio a comoção ao massacre ocorrido na casa noturna gay em Orlando, EUA, que chocou o mundo, na segunda-feira, 13/06/2016, uma pequena cidade do sertão da Bahia se mobilizou em repúdio ao assassinato de dois professores homossexuais. Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira deixaram a escola estadual em que trabalhavam em Santaluz, a cerca de 260 km de Salvador, por volta das 22h da última sexta-feira, dia 10. Menos de uma hora depois, os dois corpos foram localizados no porta-malas no carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120. O veículo e os corpos estavam carbonizados. O delegado João Farias, que apura o caso, acredita que a homofobia é uma das possíveis motivações do crime. Para o Grupo Gay da Bahia, que faz levantamento nacional de assassinatos de homossexuais, trata-se de mais um caso motivado por homofobia.

■ No Brasil, de janeiro a junho deste ano, segundo o Grupo Gay da Bahia, foram 16 casos de assassinatos de pessoas LGBT na Bahia e 123 no Brasil. No ano passado, o GGB registrou 319 mortes por homofobia - ou um crime de ódio a cada 27 horas. Desse total, 33 (10,3%) foram na Bahia, que ficou atras apenas de São Paulo, com 55 (17%). Em termos relativos, segundo o GGB, Mato Grosso do Sul registrou o maior índice de casos, com 6,49 homicídios por 1 milhão de pessoas, seguido pelo Amazonas, com 6,45.


 "Tire seu preconceito do caminho, queremos passar com nosso amor"

- Lema do grupo Mães Pela Diversidade do DF


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