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Aluna do ES com deficiência dança quadrilha em cadeira de rodas.

Tainara contou que essa não foi a primeira vez que ela dançou na escola. 
Professora e gestora da escola disseram que apresentação emocionou.
Tainara contou que já dançou quadrilha na cadeira de rodas outras vezes
(Foto: Claudia Simões/ Arquivo Pessoal)
Uma aluna que tem deficiência motora e usa cadeira de rodas para se locomover participou da quadrilha da escola estadual onde estuda, na Serra, no Espírito Santo. A apresentação aconteceu na tarde deste sábado (9). Ela contou que essa não é a primeira vez que participa da dança. Mas, segundo a gestora do colégio, a “quadrilha acessível” emocionou quem assistiu.

Tainara Gomes Ribeiro tem 13 anos e está no 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Juraci Machado. Ela tem uma deficiência motora que a impede de ficar em pé e se locomover sozinha. A adolescente contou que já dançou quadrilha outras vezes, mas que andava desanimada e não ia participar neste ano.

Foi a professora de língua portuguesa Iana Carneiro quem a incentivou. “Quando os alunos já estavam ensaiando a coreografia, eu perguntei se ela não iria participar. Ela respondeu “eu, professora? quem vai querer dançar comigo?” E aí ei falei que ela ia dançar sim. Dias depois ela me contou que estava ensaiando”, explicou Iana.

Foram cerca de três semanas de ensaio até o dia da apresentação. Segundo a gestora da escola, Luana Lemos, apenas um passo precisou ser retirado da coreografia para que Tainara pudesse participar de tudo.

“Todo mundo abraçou a ideia. [Na dança], os meninos viravam a cadeira de rodas, faziam todos os passos com ela. Foi muito possível e não foi nada problemático. Os alunos ficaram muito empolgados”, disse Luana.
A apresentação comoveu quem assistia. “Foi uma das coisas mais emocionantes que já vi nessa minha vida de professora. Isso é inclusão!!”, contou a gestora.

'Não me considero diferente'
A estudante contou que já dançou a quadrilha com um equipamento que a deixava de pé. Mas, nas outras vezes, a apresentação também foi feita na cadeira de rodas, como a deste sábado (9). Para ela, não há nada de surpreendente nisso.

“Eu nunca achei que não desse para eu dançar. Sempre soube que não seria a mesma coisa, que teria que adaptar alguns passos, mas pra mim isso é algo normal, nunca me considerei uma pessoa diferente das outras”, disse.

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FONTE: G1 Globo/Espírito Santo - 09/07/2016

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