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FESTIVAL DAS CEREJEIRAS - PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES


Moradora de quase sempre de Itaquera, zona leste de São Paulo, eu já conhecia o Parque do Carmo, com seus 1.500.000 m² remanescente da Mata Atlântica, mas o passeio que eu fiz no domingo, 14/08/2016, foi super especial porque eu aproveitei a tarde para finalmente conhecer o Bosque da Cerejeira e contemplar a encantadora floração das cerejeiras. Pois é! Esse maravilhoso espetáculo da natureza por ironia do destino nunca coincidia com a minha visita ao Parque. 


E no domingo, confesso que fiquei admirada com aquelas belas flores, que segundo uma antiga lenda japonesa, se cair naturalmente na cabeça de alguém, essa pessoa será agraciada com o dom da sorte. Na minha cabeça não caiu nenhuma florzinha, mas não faltará oportunidades porque agora todo ano estarei lá, não só para desejar que uma flor de cerejeira caia na mina cabeça, mas principalmente para apreciar as "sakuras" porque assim que deve ser o “hanami”, ritual que consiste em sentar-se sob as cerejeiras para contemplá-las por longo período.


Conhecida como “Sakura”, a flor de cerejeira significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. É a flor nacional do Japão onde tem mais de 300 variações as quais se diferenciam, principalmente, pela coloração das flores – que vai do vermelho ao branco, e passa por pêssego e rosa – e pelo formato e quantidade de pétalas. O Parque do Carmo conta com as variedades Okinawa, Himalaia e Yukiwari que são da mesma espécia porém, estas não dão frutos.




Alguns sites especializados constam que no Parque também há a variedade Oshima. Todas elas, porém, são conhecidas pelos nomes das suas respectivas regiões de origem no Japão. A espécie que estava no ápice de floração na realização da 38ª Festa das Cerejeiras - que aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de agosto de 2016 - era a Yukiwari que nesse ano por causa do frio de 2 meses atrás adianto um pouco a florada que dura, apenas, algo em torno de 15 dias. A floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera. Nestas oportunidades da floração da cerejeira se pratica um ritual ao ar livre, conhecido como “hanami” (hana=flor, mi=olhar) que significa então o ato de contemplar a beleza das flores da cerejeira, a flor símbolo do Japão, rito esse secular originado nos jardins do palácio imperial de Kyoto, quando esta província se tornou capital do Japão, por volta do século VIII.


Desde 1978, é realizada no Parque do Carmo a tradicional Festa das Cerejeiras, para comemorar a florada da árvore símbolo do Japão e que tornou-se a marca da comunidade nipônica que vive na região.
Para mim que sou moradora de Itaquera, chegar no Parque do Carmo é super rápido e fácil. No domingo, quando fui contemplar as cerejeiras, eu fui de condução mesmo. Peguei o ônibus 407H-10 Jd. São Francisco/Metrô Itaquera e desci no ponto do Bombeiro. Andando no Parque do Carmo para chegar no Bosque das Cerejeiras, eu observei houve mudanças significativas naquela imensa área de 1.500.000 m² composta de vegetação e fauna remanescentes da Mata Atlântica. E as mudanças que eu achei super legais foram as referentes a acessibilidade. Observei que, bem diferente dos tempos de outrora, o Parque além de bem mais cuidado, o mesmo está ficando cada vez mais bacana para os deficientes passear: com banheiros adaptados (implantados através da luta do amigo Valdir Timóteo Inclusão Já), rampas, vagas de estacionamento para deficiente entre outras adaptações e melhorias para receber os pcd's. 


A amiga Erika Moura, que é cadeirante, disse que quando foi no Parque, o banheiro para deficiente estava fechado. Bora lá informar o ocorrido! 
Parque do Carmo - Olavo Egydio Setúbal 
Endereço: Av. Afonso Sampaio Souza, 951 - Itaquera, São Paulo - SP, 08270-580
Telefone: (11) 2748-0010
O Parque do Carmo, localizado na zona Leste da cidade, tem também inúmeras atrações que você não pode deixar de conferir: Museu do Meio Ambiente, lagos, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica, campos de futebol, ciclovia, pista de cooper, playgrounds, quiosques, churrasqueiras, gramado para piquenique, Monumentos à Imigração Japonesa, Viveiro Arthur Etzel, Bosque da Leitura, entre outras.


Os samurais, os guerreiros japoneses, eram grandes apreciadores da flor de cerejeira. Desde aqueles tempos, passou estar associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo.

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