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Região de Campinas tem dois crimes contra deficientes por dia, diz estado.

Entre maio de 2014 e 2016, cidades registraram 1.785 ocorrências. Casos mais comuns são os de crimes por ameaça, furto e lesão corporal.


A região de Campinas (SP) tem dois crimes contra pessoas deficientes por dia. O levantamento da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoas com Deficiência revela que, nas 49 cidades da área de cobertura da EPTV, afiliada TV Globo, foram registrados 1.785 casos entre maio de 2014 e de 2016. O balanço foi feito através de registros de boletins de ocorrência que, desde 2012, passaram a ser assinalados quando envolviam pessoas com deficiência.

Dentre as cidades com o maior número de ocorrências, Campinas (SP) está no topo do ranking, com 671 casos registrados. Em seguida, Indaiatuba (SP) com 149, Americana (SP) com 137 e Sumaré que apresentou (SP) 110 casos.

Intolerância
O músico Nino Fonseca fala da frequência de casos em que foi vítima desse tipo de violência. Além disso, diz que as confusões são comuns, sobretudo, em estacionamentos.

"Parei (o carro) ao lado da pessoa e apresentei a minha credencial e perguntei se ele era deficiente. A pessoa, para se defender, já começou a falar agressivamente comigo, que eu não tinha o direito de perguntar algo assim. Disse que se eu quisesse descer do carro, a gente já podia acertar isso ali", diz.

Para o atleta Leandro Mota Santana, também deficiente físico, esse tipo de comportamento pode ser resolvido de forma simples. "A primeira coisa é que a pessoa precisa é se colocar no lugar do outro. A partir do momento que você faz isso, começa a ter um pouco mais de consciência. E se fosse você?", indaga.

Perfil
Dos casos registrados, 49,74% das pessoas tinham deficiência física. Quanto ao perfil dos crimes, os mais comuns são os de ameaça, 13,48%, seguidos de furto, com 11,62%, lesão corporal, com 9,06%, injúria, com 7,88% e violência doméstica, com 7,12% dos casos.


A psicóloga Elizabeth Fernandes aponta as razões desse aumento e afirma que, para haver uma melhora na situação, não adianta apenas aumentar a fiscalização.

"Falta informação, sensibilização e políticas públicas que protejam as pessoas com deficiência. Faltam também pessoas qualificadas para atenderem esses casos quando chegam às delegacias. Na verdade, falta uma conscientização geral da população", diz.


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