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"Neymar, é você?" Velocista chama atenção por semelhança com craque

Recordista mundial nos 400m T20, classe para atletas com deficiência intelectual, Daniel Tavares revela que já foi confundido com o jogador na rua: "Levo numa boa"


Os desavisados podem estranhar. Nos dias 8 e 9 de setembro, Neymar estará representando o Brasil na Paralimpíada nas provas de atletismo no Engenhão. Não! Não se trata do craque do Barcelona e da Seleção Brasileira, mas sim do paulista Daniel Tavares. Chamado de "Neymar" por colegas da seleção devido à semelhança física com o jogador, o simpático velocista de 20 anos competirá nos 400m T20, classe para atletas com deficiência intelectual.
- Todo mundo brinca com a minha semelhança com o Neymar, já estou acostumado, levo numa boa. No último Mundial de Atletismo (realizado em Doha, em outubro de 2015), teve uma pessoa que me pediu para tirar foto na rua achando que eu era o Neymar. Não ligo para isso, mesmo porque gosto muito de futebol e sou fã do cara - disse Daniel.
Nascido em Marília-SP, Daniel começou justamente no futebol. Oriundo de um projeto social da sua cidade, trocou os gramados pelas pistas após um conselho de uma treinadora, que se impressionou com a sua velocidade em 2013. A ascensão  no atletismo foi meteórica. Em 2015, o paulista já conquistou o seu primeiro ouro em Mundiais, com a vitória nos 400m T20 em Doha. Este ano, Daniel bateu o recorde mundial na mesma prova, ao percorrer o trecho em 47s78 no evento-teste de atletismo paralímpico, no Engenhão.
- Acho que fiz a escolha certa quando mudei de esporte, né?! - brincou o velocista. - Apesar de gostar de futebol, eu não era muito bom e acho que não conseguiria ter uma carreira de sucesso. Eu era só um lateral-direito esforçado. Aqui faço o que mais gosto, que é correr - completou o atleta que, diferentemente de Neymar, é são-paulino.
Daniel descobriu a sua deficiência ainda na escola. Com dificuldade de aprendizado, o paulista encontrou no esporte um novo horizonte. Com oito irmãos, o atleta espera ajudar a sua família a ter mais recursos. Seu pai trabalha como pintor de paredes em Marília. Sua mãe é chefe de cozinha. Por conta dos respectivos compromissos profissionais, Daniel ainda não sabe se terá a torcida dos pais nos dias 8 e 9, quando o atleta corre a semifinal e final dos 400m T20, sua única prova na Rio 2016.
- Seria legal que eles viessem, mas sei que eles não podem faltar ao trabalho. Onde eles estiverem, sei que vão estar torcendo por mim - comentou.
Sobre o favoritismo, o recordista mundial prefere manter um discurso humilde, mesmo tendo dominado a prova nos últimos dois anos,
- Acho que não tem favorito, porque temos atletas fortes participando dessa prova. Vou procurar só fazer o meu trabalho e quem sabe a medalha não vem - finalizou Daniel Tavares, que fez o período final de preparação para a Rio 2016 no novo centro de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.
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