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Rússia banida por doping não facilita meta do Brasil pelo top 5, diz dirigente


Para presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, adversários pela meta brasileira podem conquistar medalhas que ficariam com os russos.

O banimento da Rússia da Paralimpíada do Rio por causa do esquema de doping do país não vai facilitar a vida do Brasil na competição que começa no próximo dia 7 de setembro. A meta brasileira é o top 5 do quadro de medalhas, duas posições acima da Paralimpíada de Londres. Em 2012 os russos ficaram em segundo, atrás da China. Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, a visão de que o top 5 poderia virar top 4 é equivocada.
- Outros países vão conquistar essas medalhas da Rússia, inclusive os nossos adversários. Em algumas modalidades a medalha de ouro vai para algum país que a gente tem que ultrapassar. É uma rearrumação que a gente só vai saber se contribuiu ou não no final. De qualquer forma o top 5 é um resultado ambicioso e agressivo, mas pelo ânimo da galera a gente vai brigar por esse quinto lugar - disse nesta quarta-feira, na recepção de parte da delegação brasileira ao Rio.

O dirigente também é vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês), e participou da decisão de punir a Rússia.

- Ninguém queria que os atletas limpos russos não viessem, mas era um sistema muito robusto que a gente precisava dar um basta - disse Parsons.

A briga para atingir a meta será contra Grã-Bretanha, Austrália, Estados Unidos, Ucrânia e Alemanha. Para o presidente do CPB, os 286 atletas brasileiros formam a melhor delegação da história. Uma mescla de novos atletas que já são campeões mundiais com a geração de Londres. Os carros-chefes são atletismo, natação e futebol de 5.

- Temos boas perspectivas no goalball, na canoagem, que é uma modalidade nova na paralimpíada, e remo. O tiro com arco pode surpreender, o halterofilismo pode conseguir sua primeira medalha, o vôlei sentado masculino, que é vice campeão mundial, vai brigar pelo ouro com a Bósnia, e o feminino que também pode beliscar uma medalha, assim como o goalball feminino. O futebol de 7, que ficou em quarto na última Paralimpíada, tem uma expectativa de voltar ao pódio - disse.

Parsons não soube precisar quanto foi investido no ciclo para o Rio 2016. Mas só este ano foram R$ 160 milhões. O dinheiro vem do Ministério do Esporte, da Lei Piva e do patrocínio da Caixa Econômica Federal.

- Nunca tivemos tanto apoio. Mas falta um movimento da iniciativa privada - disse.
Sobre o uso do Centro de Treinamento em São Paulo, as negociações com o governo estadual são para a concessão do espaço por um longo período. Atualmente ele vai até maio do próximo ano.
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