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Gata de Rodas Comenta o filme "Estrelas Além do Tempo"

Estrelas Além do Tempo é um daqueles filme que quando acaba, a gente aplaude de pé e foi o que realmente aconteceu no sábado, 01/04/2017, na sala 2 do Cine belas/SP, quando não só eu, mas o público em geral emocionado, ovacionou Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, essas três matemáticas negras fantásticas que desempenharam um papel fundamental para o envio do primeiro norte-americano ao espaço, em 1962.

A história quase esquecida dessas três mulheres da NASA, que com seus cálculos geniais ajudaram os EUA colocar o primeiro homem no espaço é um orgulho para nós mulheres e com certeza para mulheres negras essa história ganhou uma nuance pra lá de especial porque além de se passar numa época em que não havia computador - as equações necessárias para que as viagens espaciais acontecessem eram feitas manualmente -, seja porque além do machismo, a política da segregação racial era a ordem dominante na sociedade americana na época.


Sem falar que essas mulheres, além de serem essas profissionais incríveis, ainda tinham que conciliar o árduo trabalho com fato de serem esposas, mães e donas de casa.


Estrelas Além do tempo, não é apenas um filme bom, com três indicações ao Oscar, mas também é um filme necessário – em termos sociais, políticos, científicos e históricos.

Homenagens

  • Em 24 de novembro de 2015, Katherine Johnsonon, que fez os cálculos para que o astronauta John Glenn se tornasse o primeiro norte-americano a orbitar a Terra, recebeu das mãos do presidente dos Estados Unidos Barack Obama uma das maiores honrarias do país: a medalha presidencial da liberdade e seu nome foi citado como exemplo pioneiro de mulheres negras na ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Johnson é a única das três que ainda está viva, com 98 anos. Vaughan morreu em 2008, e Jackson em 2005


  • O momento mais emocionante do Oscar 2017 foi certamente protagonizado pelo encontro de Katherine Johnson, uma das verdadeiras 'Estrelas Além do Tempo', com Janelle Monae, Taraji P. Hansen e Octavia Spencer, as atrizes que contaram sua história. Com 98 anos, Johnson subiu ao palco ao lado das atrizes para apresentar o prêmio de Melhor Documentário e e foi aplaudida de pé.

Estrelas Além do Tempo inspira...
  • As heroínas de 'Estrelas além do tempo' chegaram a inspirar garotas em trabalho de escola nos EUA. A foto de três crianças vestidas como as protagonistas do filme "Estrelas além do tempo" viralizou em redes sociais e foi compartilhada pelas três atrizes do longa, Taraji P. Henson, Janelle Monae e Octavia Spencer. A imagem foi criada para um trabalho de escola de Ambrielle-Baker Rogers, Morgan Coleman e Miah Bell-Olson em um colégio em Milwaukee, nos EUA. Elas tinham que criar um projeto para o Mês da História Afroamericana.

  • Após ‘Estrelas além do tempo’, empresa dinamarquesa de brinquedos Lego informou que lançará uma linha de brinquedos de cinco peças sobre as mulheres pioneiras da Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) em homenagem às mulheres que fazem parte do programa espacial dos Estados Unidos que em muitos casos, suas contribuições acabaram desconhecidas e subestimadas, especialmente quando lutaram historicamente para ganhar a aceitação nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Entre as homenageadas pela Lego estão: Mae Jemison, uma astronauta e física que se tornou a primeira mulher negra a ir ao Espaço, em 1992; Margaret Hamilton, cientista de computação que desenvolveu o programa de lançamento para a missão Apolo; e Katherine Johnson, uma matemática e cientista espacial. A Lego declarou que sua nova coleção “Mulheres da Nasa” estará disponível entre o final de 2017 e início de 2018.
  • A jovem aspirante a astronauta Taylor Richardson, de 13 anos de idade, foi nomeada "Heroína do Mês" do site de captação de fundos GoFundMe, depois de arrecadar US$ 17 mil (cerca de R$ 53 mil) para que pessoas em todo os Estados Unidos pudessem assistir ao filme. "Espero [que o filme] os inspire e que saibam que podem fazer qualquer coisa que quiserem", disse Richardson.

Isso mostra que as mulheres e, especialmente, as mulheres afro-americanas, podem fazer qualquer coisa que um homem pode fazer e qualquer coisa que um homem branco pode fazer” – Taylor Richardson


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