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Gata de Rodas na festa de comemoração do 11º aniversário do Projeto Luxúria


O meu primeiro contado com o BDSM aconteceu em 2016 na Erótika Fair, a maior feira erótica da América Latina, onde a Gata de Rodas além desfilar no Desfile da Diversidade, ela acabou também fazendo alguns amigos BDSMers.

Mais de um ano depois, no sábado, 22/07/2017, no Museu da Diversidade de São Paulo, a Gata de Rodas prestigiou  a importante mesa redonda "DST's e Cuidados na Prática BDSM" que foi criada pelo estilista e empresário de festas sadomasoquistas Heitor Werneck. E nesse evento, além de aprender, a Gata de Rodas também conheceu figuras renomadas do BDSM.


E passados alguns dias, a  Gata de Rodas recebe um novo  convite do amigo Heitor, mas dessa vez  para comparecer à festa de comemoração do 11º aniversário do seu Projeto Luxúria, badalada casa BDSM fetichista das noites paulistanas.

Festeira do jeito que eu sou, é claro que aceitei. E no sábado, 12/08/2016, vestida de dominadora e como uma chibata nas mãos, a Gata de Rodas foi comemorar o "niver" do Luxúria, onde o único pecado é não se divertir. E confesso que esse pecado eu não cometi, porque me senti à vontade, tanto pela animação da festa como também pelo prazer de fazer novos amigos e de rever os outros eu que fiz nessa minha breve incursão pelo BDSM. 

E agora você deve estar se questionando: 



- Pode uma cadeirante ou mesmo um deficiente físico ser adepto, praticante de BDSM?


Depois que eu divulguei as redes sociais as fotos da Gata de Rodas  no Luxúria, eu logo pensei: "Lá vem bomba!", ou seja, vou ser massacrada pela crítica do segmento da sociedade que mesmo sem querer trata o deficiência como se fosse criança,  no pensamento ingênuo de achar que a pessoa com deficiência não tem prazer, não erotiza, não tem tesão e muito menos transa. 


Mas, para minha surpresa a repercussão foi positiva no sentido de quebrar o tabu da sexualidade da pessoa com deficiência que se sentiram à vontade para me revelar as suas fantasias e fetiches, tanto que eu recebi um pedido muito fofo de um deficiente amigo meu que queria ser meu submisso, e também fui procurada por alguns outros deficientes que no meu inbox e no meu PVT das minhas redes sociais, se declaram dominadores e submissos. E é baseada nesse "agito" que eu vou "passar a visão" e responder a pergunta acima:

-  Pelo visto, pode sim, porque já tem! 


Porém, seria imprudente da minha parte não acrescentar depois do vasto aprendizado adquirido na mesa redonda "DST's e Cuidados na Prática BDSM", que por medidas de segurança, essa inserção vai depender do tipo e do grau da deficiência, porque como eu pude observar, o BDSM é um espaço aberto a diversidade, mas para quem nele quiser se aventurar,  é importante sempre respeitar as limitações do corpo e da mente isso vale para qualquer pessoa, independente de ser  deficiente ou não. 
  
Apesar de não ser uma referência confiável, o viral Cinquenta Tons de Cinza, tornou o BDSM mais conhecido na sociedade, mas isso não quer dizer que essa prática, esse estilo de vida passou a ser mais aceito e compreendido por todos. Ainda paira muito medo, preconceito e desconfiança em relação os BDSMes e por isso muitos optam pelo anonimato ao invés de mostrarem quem realmente são e gostam.

Mas, quem são os BDSMers? São pessoas com as quais muitas vezes compartilhamos o nosso seu dia-a-dia, seja porque é nosso amigo de faculdade ou do trabalho, ou aquela vizinha com a qual sempre trocamos aquele dedinho de prosa no portão de casa, ou até mesmo aquela prima que adoramos e que sempre nos dá ótimos conselhos sentimentais, enfim, são gente como a gente que entre tantas coisas: assistem novela, viajam para a praia no fim de semana prorrogado, fazem "churras' com a família no domingo, vão ao cinema, beijam na boca e casam e tem filhos, entre outras coisas do cotidiano.


Só que enquanto o padrão baunilha de sexo, erotismo, fantasia e etc e tal  se resume para os mais liberais no famoso  clichê que diz que  em entre quatro paredes vale tudo”, sendo que na verdade  esse 'vale tudo' não passa de um tempero que pega emprestado alguns elementos e técnicas do vasto rol de práticas que prometem apimentar os relacionamentos na busca do prazer e que também não foge muito do padrão imposto pelo sexismo.

Nas relações BDSM com e sem sexo, por sua vez, há o surgimento de diversas figuras, como: a do dominador e o  submisso,  o sádico e o  masoquista, escravos, switches,  entre outros, sendo que apesar da nomenclatura,   nenhum dos envolvidos é superior ao outro considerando que todos devem lograr da prática e podem interrompê-la sempre que tiverem vontade.


Assim, enquanto os baunilhas se valem do  controverso  mito popular "entre quatro paredes vale tudo", que instiga a imaginação mas não deixa  claro sobre as regras e os limites, por outro lado, ouve-se muito que "BDSM que não é para os fracos"  por incluir na sua prática chicotes, cordas, coleiras, máscaras, velas, tortura,  consolos, pregadores, vendas para os olhos, mordaças entre outros "brinquedos" e acessórios, mas seja ela leve moderada ou hard ou, simplesmente, envolvendo ou não dor, sempre existe a safeword previamente combinada a qual  se pode recorrer. 



No BDSM  não é necessário que haja  uma relação afetiva-amorosa e nem que tão pouco que ela seja  heteromonogâmica, porém é imprescindível que haja respeito e confiança, que tudo seja SSC (são, seguro e consensual) e  prazerosa para os envolvidos. 

Então qual é a melhor a relação: a baunilha ou BDSM? 


- Nenhuma é melhor ou pior que outra. É simplesmente uma questão de preferência, afinal só você sabe o que realmente te excita e te dá prazer!  


"As pessoas estão transando muito mal e se expondo a riscos. Vejo uma geração que não usa camisinha, exagera nas drogas e dá importância demasiada ao número de parceiros. Não foi para isso que lutamos tanto pela liberdade e contra preconceitos. Só o orgasmo salva!" Heitor Werneck 

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