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Sobre

QUEM É A GATA DE RODAS?


Olá! Eu sou a Ivone, uma mulher cadeirante, que aos seis meses de nascida teve Poliomielite que me deixou sequelas sendo uma delas, de não poder me locomover com os meus próprios pés.
Minha infância foi marcada por idas ao médico e cirurgias. Apesar das dificuldades, foi também uma infância de muitas brincadeiras com meus irmãos e primos. Sempre fui uma criança alegre e risonha.
Na escola, iniciou o meu convívio social com outras crianças. Foi bem tranquilo, não houve rejeição. Os coleguinhas de sala de aula eram cuidadosos e prestativos comigo.
Sempre gostei de estudar e fazer amizade, mas como nem tudo são flores encontrei o meu primeiro espinho no caminho:  ao concluir a 4º série do antigo ensino primário, a diretora não quis disponibilizar uma sala de aula no andar térreo e disse a minha mãe que não ia se responsabilizar por mim na escola e assim, consequentemente tive de me afastar da escola.
Sem o conhecimento dos meus direitos, minha mãe não denunciou a diretora na delegacia de ensino e somente quatro anos depois com a substituição da diretora da escola que eu retornei aos estudos. Porém, ao concluir o primário, infelizmente, tive que interromper novamente os estudos, mas agora por motivos particulares: doença em família e falta de acompanhante.

BUSCA PELA INDEPENDÊNCIA
  • TRABALHO INFORMAL: Nunca fui de ficar parada, já que não dava para eu estudar, resolvi trabalhar informalmente no artesanato. Comecei a confeccionar roupas de crochê e bordados com pedrarias, atividade essa que exerci por muitos anos visando independência econômica para o lazer e minha vaidade de mulher.
  • TRABALHO FORMAL: Passando alguns anos meu irmão me presenteou com um computador. Além de me distrair, resolvi também procurar trabalho com carteira profissional registrada. Não demorou muito para que eu fosse contratada por uma conceituada empresa e lá estava eu inserida no mercado formal de trabalho como Operadora de Telemarketing. 

FACULDADE


Trabalhando e conectada nas redes sociais, resolvi voltar a estudar, porém a falta de acessibilidade ainda persistia. Por obra do destino, numa rede social eu conheci uma pessoa enviada por Deus. Essa amiga ao saber do meu sonho de concluir os meus estudos, tornou-se os meus pés e com essa grande ajuda finalmente cheguei à faculdade. Hoje sou Bacharel em Ciências Contábeis. 


GATA DE RODAS NAS REDES SOCIAIS
  • VISIBILIDADE: Nas passeatas e manifestações sociais, aprendi com meus amigos deficientes de redes sociais a lutar pelos meus direito a inclusão e acessibilidade.
  • AUTOESTIMA: Mesmo diante das dificuldades e dependência de acompanhante, a Gata de Rodas se joga no Carnaval, na praia, nos passeios, cinema, teatro etc. Na expectativa de motivar os demais deficientes a não desanimar com os obstáculos, não ter vergonha de sua deficiência e ser feliz do jeito que é...

COMUNIDADE GATA DE RODAS - XÔ PRECONCEITO!

ideia da página Gata de Rodas surgiu a princípio para que eu pudesse compartilhar as minhas experiências e desafios como uma mulher cadeirante, mas a ideia se expandiu e resolvi abranger as demais parcelas da sociedade que também sofrem com o preconceito, seja ela por ser deficiente, mulher, negro, gay, índio, pobre etc.

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“A história ensina-nos que o homem não teria alcançado o possível se, muitas vezes, não tivesse tentado o impossível.” (Max Weber)

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